Parques eólicos offshore da Alemanha e Holanda geraram mais de 30 TWh de energia renovável, em 2023

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Crescimento está atrelado a união dos dois países na produção de energia, bem como expansão dos empreendimentos

Os parques eólicos offshore no Mar do Norte alemão e holandês geraram mais de 30 TWh de energia renovável, segundo a TenneT, operadora do sistema de transmissão germano-holandês.

Os empreendimentos localizados tanto da Alemanha como na Holanda tiveram um bom crescimento, vindo 19,24 TWh de energia eólica do Mar do Norte alemão, enquanto 11,54 TWh foram entregues na Holanda. Toda essa produção, inclusive, foi maior que o ano de 2022.

Segundo a operadora, o crescimento expressivo da energia limpa se deu à entrada em operação do sistema de conexão à rede offshore Hollandse Kust (noord) pela TenneT, acompanhado pela expansão correspondente dos parques eólicos offshore em 2023. Além disso, a empresa comenta em nota que a capacidade de transmissão da TenneT no Mar do Norte holandês alcançou 4.666 MW, enquanto a capacidade de energia eólica onshore na Holanda atingiu 6.854 MW, gerando 7,96 TWh de energia através dos ventos.

Vale pontuar que a Alemanha e a Holanda são dois dos principais líderes mundiais na geração de energia eólica offshore. Em conjunto, os dois países representam cerca de 70% da capacidade instalada de energia eólica offshore na Europa. As iniciativas alemãs visam atingir 60 GW de capacidade instalada de energia eólica offshore até 2030. A Holanda, no entanto, pretende atingir 20 GW de capacidade instalada no mesmo período.

Tim Meyerjürgens, CEO da TenneT, pontuou em comunicado a imprensa que o crescimento da fonte eólica se mostra importante, contudo é necessário acelerar a expansão da rede elétrica para otimizar o potencial do Mar do Norte como uma central eficiente de energia eólica para a Alemanha e a Europa também.

"Devido aos ainda numerosos congestionamentos na rede elétrica terrestre, os grandes parques eólicos no Mar do Norte têm de ser encerrados cada vez com mais frequência porque quase não existem grandes centrais eléctricas convencionais no Norte que possam ser estranguladas. Como resultado, o redespacho associado retarda a geração de energia eólica offshore. Isto não afeta apenas a quantidade de eletricidade alimentada na rede, mas também tem impacto na evolução dos seus preços. Isto mostra que a Alemanha deve continuar a acelerar a expansão da rede e das principais autoestradas de eletricidade para que o potencial do Mar do Norte como central de energia eólica para a Alemanha e a Europa possa ser utilizado de forma eficiente o mais rapidamente possível.” finalizou ele.


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