Com incentivos ao uso de baterias, setor de armazenamento de energia pode chegar a 18,5 GW

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Previsão oficial é que setor chegue até 2040 com crescimento de 12,8%, contudo número pode aumentar se tecnologia com baterias for incentivada pelo governo federal

Um estudo desenvolvido pela consultoria Clean Energy Latin America (CELA) traz dados positivos sobre o mercado de armazenamento de energia. O documento, divulgado na última semana, pontua que o setor deve adicionar 7,2 gigawatts (GW) de capacidade instalada no Brasil até 2040. A previsão de crescimento anual, por sua vez, neste período é de 12,8% até 2040.

Contudo, o número pode ser ainda maior caso o mercado receba incentivos governamentais significativos. Isso porque a projeção considera o cenário atual, desprovido de políticas específicas para a tecnologia. Porém, se o cenário mudar, os incentivos e metas destinados a promover a integração de baterias à infraestrutura de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica podem potencializar ainda mais o mercado, o qual pode atingir até 18,5 GW no período.

Em nota, Camila Ramos, CEO da Cela, destaca que isso engloba a definição de tarifas para serviços auxiliares e a maximização de receitas, contribuindo significativamente para reduzir os custos de implementação dos sistemas e tornar os projetos mais financeiramente atrativos.

Vale reforçar que o armazenamento de energia já está sendo trabalhado pelos especialistas da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). No estudo, a CELA enfatiza a necessidade de agilidade na regulamentação para assegurar oportunidades em modelos de negócios específicos, como os Leilões de Reserva de Capacidade.

O Brasil continua engatinhando neste tipo de tecnologia, visto que o único projeto de armazenamento em larga escala no sistema de transmissão brasileiro pertence à ISA Cteep, localizado na Subestação Registro–SP.

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