Agenda da energia eólica offshore deu um grande passo na Europa

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Conferência envolvendo os nove países do Mar do Norte decidiu por obter uma cadeia de abastecimento sustentável e resiliente na região.

Que a produção de energia limpa está crescendo, não se tem mais dúvidas. O último relatório internacional da IRENA já revela um boom de empreendimentos sustentáveis até 2050. E é em meio a essa necessidade energética e climática, que a conferência anual dos Mares do Norte, na Europa, reuniu na última semana nove países para tratar de assuntos relacionados à energia eólica offshore, ou seja, a energia gerada a partir dos ventos sobre o mar.

Na ocasião, oito países da União Europeia, mais a Noruega e a Comissão Europeia acordaram em uma agenda de ação, a qual visa avançar para um sistema energético integrado até 2050. O objetivo, segundo as nações, é criar uma cadeia de abastecimento sustentável e resiliente na Europa e trazer assim um melhor equilíbrio entre energia e natureza nos Mares do Norte.

Segundo um comunicado à imprensa, da Comissão Europeia, o acordo surge na sequência das ambições partilhadas que os países declararam no início deste ano e do Pacote Europeu de Energia Eólica da Comissão publicado em outubro. Dessa forma, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Irlanda, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Suécia e a Comissão Europeia participaram na reunião, enquanto o Reino Unido participou como convidado. No ano passado, os Países Baixos, juntamente com a Comissão Europeia, co-presidiram a Cooperação Energética dos Mares do Norte (NSEC). Este papel passa agora para a Dinamarca.

Durante o planejamento, por sua vez, ficaram definidas algumas ações por parte dos países. Um deles, por exemplo, foi o planejamento coletivo, o qual prevê amplas ambições dos países NSEC em progressos tangíveis, leiloando cerca de 15 GW todos os anos, atribuindo quase 100 GW entre este ano e 2030.

“Isto aumentará a previsibilidade no setor da energia eólica e permitirá uma melhor colaboração. Por exemplo, facilitará uma melhor cooperação e coordenação em matéria de cabos, condutas, infraestruturas portuárias e acesso a recursos. Isto ajuda o setor europeu da energia eólica no seu planejamento (financeiro) de médio e longo prazo. Além disso, os países coordenarão melhor o seu planejamento de infraestruturas no mar. Em janeiro de 2024, a Rede Europeia de Operadores de Redes de Transporte de Eletricidade (ENTSO-E) publicará um plano partilhado para infra-estruturas no Mar do Norte, com contributos dos países NSEC. Este é um passo importante no caminho para um sistema energético europeu integrado em 2050” explica a comissão.

Embora os avanços sejam bastante positivos, vale reforçar que a produção de energia eólica na Europa ainda conta com grandes desafios a serem vencidos, como no caso do equilíbrio junto às demais fontes renováveis, bem como diminuição da inflação tanto de equipamentos, licenciamentos ambientais e mão de obra qualificada.

“Para um setor energético offshore saudável e uma Europa independente da energia, é necessária uma cooperação mais estreita entre os Estados-Membros e a indústria” finaliza a comissão em nota.

Fonte: Canal Eólica BR

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