Produção de Energia Eólica Offshore é anunciada no Golfo do México

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Iniciativa vem de encontro com necessidade de desenvolvimento de fontes alternativas sobre o mar nos Estados Unidos.

O Departamento do Interior dos Estados Unidos divulgou esta semana que pretende trazer oportunidades de energia eólica offshore no Golfo do México. A novidade vem de encontro com o apelo do presidente para avançar no desenvolvimento eólico offshore e acelerar a transição para uma economia de energia mais limpa, segundo a instituição.

O Gabinete de Gestão da Energia Oceânica (BOEM - sigla em inglês) já trabalha para identificar os locais offshore que parecem mais adequados para o desenvolvimento, assim como também vem considerando os possíveis impactos aos recursos e aos usuários que habitam sobre o oceano.

Segundo o departamento, o BOEM está buscando informações públicas sobre a identificação de duas áreas potenciais de energia eólica, as quais ficam sobre a Plataforma Continental Externa (OCS) do Golfo do México (GOM).

Em nota, Deb Haaland, secretária do departamento do interior norte-americano, destacou que o projeto eólico é um dos compromissos assumidos pela instituição e visa estimular tanto a inovação como novos empregos.

“O presidente Biden nos convocou para enfrentar a crise climática e o Interior está levando esse desafio a sério. A promessa de energia renovável é inegável, assim como o impulso para uma transição de energia limpa. O anúncio de hoje no Golfo do México é um dos muitos compromissos que estamos assumindo para estimular a inovação, criar empregos bem remunerados e colaborar com estados, tribos e comunidades para garantir que estamos fazendo tudo o que podemos para cuidar de nossa Terra” reforçou ela.


Expectativa do Departamento é gerar 22 GW de energia limpa através do vento


Ainda em nota, Haaland afirma que os novos estudos e projetos eólicos da região buscam liberar a produção de 22 GW de energia limpa até 2025. Em 2021 o governo federal do país lançou a Indústria eólica offshore americana. Na ocasião, dois projetos eólicos offshore em escala comercial do país em águas federais foram lançados também.

Dessa forma, a expectativa segundo a especialista é que o departamento consiga realizar até cinco vendas adicionais de arrendamento offshore e concluir a revisão de pelo menos 16 planos para construir e operar instalações comerciais de energia eólica offshore. Estas por sua vez seriam responsáveis pelos 22 GW esperados.

Quem também comentou o assunto foi Amanda Lefton, diretora do BOEM. A mesma reforçou que a instituição está empenhada em promover a energia eólica, porém sempre preservando o meio ambiente e todos que dependem do oceano para se desenvolver.

“O BOEM usou os dados científicos mais atuais para analisar 30 milhões de acres na Área de Chamada para encontrar os melhores espaços para o desenvolvimento de energia eólica. Estamos empenhados em trabalhar em parceria com estados e comunidades para encontrar áreas que evitem ou minimizem conflitos com outros usos oceânicos e vida marinha no Golfo do México. Estamos comprometidos com um processo transparente, inclusivo e orientado por dados que garanta que todos os usuários do oceano prosperem no Golfo” finalizou ela.

Fonte: Canal Eólica BR

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