Oito parques eólicos serão implantados na Bahia e na Paraíba

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Financiamento para projetos sustentáveis foi aprovado pela Sudene e virão do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste

Um financiamento bastante significativo em prol de parques eólicos foi aprovado esta semana pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) nos estados da Bahia e Paraíba.

Cerca de 698,1 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) foi aprovado e será destinado à construção de seis parques eólicos no município de Junco do Seridó, na Paraíba e mais dois em cidades baianas como Morro do Chapéu e Várzea Nova (BA). Ao todo, os empreendimentos representam um investimento de 1,6 bilhão de reais segundo a Sudene e serão responsáveis por gerar juntos mais de 380,5 MW de energia.

A titularidade dos parques paraibanos, no entanto, é de responsabilidade da empresa EDF Renewables. A mesma também prevê um bom desenvolvimento econômico da região. Isso porque durante a construção e operação, os parques eólicos devem gerar em torno de 480 empregos diretos e indiretos. Além disso, contrapartidas econômicas, sociais e ambientais, que incluem assistência técnica ao produtor rural e formação de jovens em agentes rurais e ambientais também devem acontecer.

Ações de capacitação, regularização fundiária, instalação de poço artesiano e construção de casa de farinha também estão previstas durante a construção dos empreendimentos eólicos. A previsão é que os parques na Paraíba entrem em operação em março de 2023.

Já em relação aos parques eólicos da Bahia, a empresa responsável pelos mesmos é a Casa dos Ventos. De acordo com a Sudene, a construção e operação dos parques, no entanto, envolvem a abertura de 1.392 vagas de emprego e investimento social privado em diversos programas voltados para as localidades onde os parques estão sendo implantados.

“Está previsto o apoio a atividades produtivas, com ações de assistência técnico rural, profissionalização em associativismo e cooperativismo, estruturação do laticínio comunitário existente (incluindo fornecimento de energia solar), implantação de hortas comunitárias e criação de estruturas para fomento da agricultura familiar (barreiros, cisternas, entre outros)” explica Sudene.

Os parques eólicos baianos, por sua vez, fazem parte do Complexo Eólico Babilônia Sul, que engloba seis comunidades locais.

Bahia voltou a ser líder em Energia Eólica em Maio

A produção de energia eólica na Bahia vem sendo cada vez mais favorecida. Em maio, o estado voltou a ser líder do Brasil neste tipo de geração. Na ocasião, a produção fechou em 32,16%. Os dados são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e disponibilizados pelos Informes de Energia Eólica e Solar produzidos pela SDE - Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Em nota, a secretaria afirmou que a Bahia hoje possui 227 parques eólicos em operação com 5,9 GW de potência instalada.

“Nosso estado tem um histórico de protagonismo tanto na energia eólica quanto na solar. Retomar a liderança nacional é motivo de orgulho. Os bons ventos da Bahia estão contribuindo para a diversificação da matriz energética nacional. E a estimativa é que mais 176 parques entrem em operação, fazendo a Bahia ultrapassar 10 Gigawatts (GW) em potência instalada” destacou José Nunes, secretário da SDE.

Fonte: Eólica BR

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